quinta-feira, 2 de abril de 2015

Pilhas. Sabem o que é isso? Uma coisinha tão simples, mas que trama tudo! O teclado tinha falta de pilha!! O mal de muita gente...

Bom,pegando onde fiquei ontem:

De repente, Matilde olhou à sua volta e reparou numa gorda e lustrosa lagarta que mergulhava com muita energia numa maçã vermelha e brilhante, que caíra duma macieira mesmo ali ao lado. Depressa e com imensa perícia a agarrou. O cozinhado estava a salvo! Depois de ter comido toda a refeição, a andorinha lambeu os beiços, ou seja, o bico e ouviu-se um sonante arroto.... Grrrrr....
Após ter descansado um pouco, a andorinha resolveu fazer uma visita de reconhecimento ao novo local. Queria saber como era este sítio, frequentando por tantos vereneantes. Ao planar pela praia, observou medusas transparentes, que pareciam dançar um frenético samba, viu estrelas do mar perfeitas, que faziam lembrar as estrelas da árvore de Natal, da casa do menino Miguel, um pequenito amigo seu.
Matilde não parava de se deslumbrar com a espuma branca das ondas que se desfaziam sobre a areia fininha e brilhante.
Era uma praia muito bonita, até tinha conchinhas que pareciam pedras preciosas para fazer um belo e vistoso colar, ou pulseiras para usar no pé. O sol estava forte e quente, e refletia-se no mar, fazendo dele um imenso espelho, Matilde estava encantada com o seu local de férias.
Tudo parecia perfeito, até que, a andorinha estava parada a respirar o ar fresco e húmido da praia, quando reparou num menino que chorava e soluçava sem parar. Que teria ele? Pensou Matilde estaria triste ou a fazer birra por a mãe não lhe ter comprado um gelado ou uma bolinha de berlim? Não parecia, era algo mais grave. O menino estava muito assustado. Resolvi voar até ele e perguntar-lhe como podia ajudar. Foi então que ele me confessou estar perdido dos pais. Tinha-se distraído e foi-se afastando sem dar por isso.
Propus-lhe então que se sentasse sobre as minhas costas e que se agarrasse às minhas asas. Deste modo, percorremos a praia até o menino, que se chamava Rodrigo, avistasse os seus pais.
Parecia um plano perfeito, isto se não tivesse anoitecido e o menino não continuasse no seu pranto de lágrimas e soluços. Pedi-lhe que se acalmasse e ofereci-lhe o ramo mais alto da árvore, que era a minha casa, para pernoitarmos até que o dia nascesse. O Rodrigo tinha dormido toda a noite no meio das folhas viçosas e fortes, tinham servido de cama na perfeição.
Na manhã seguinte, recomeçámos as buscas e após seis horas de viagens sobre a praia, o menino reconheceu os seus pais. Pousei sobre o chapéu de sol, entreguei o menino à sua mãe e observei maravilhada a alegria de ambos ao se reencontrarem.
Nesse dia, dormi muito feliz, com um sorriso no rosto, ou seja, no bico por ter feito uma família feliz.
Quando acordei, pensei que tinha sido um sonho, quase um filme! Um filme de James Bond! Não, a ideia não era ser a bond girl! A ideia é ter um happy end.....


Ok terminei,para a próxima vez vou dedicar aos maiores, uma bela história, não percam..vocês vão gostar! Aliás, eu até acho que já gostaram desta!!

Give some coments, please!

Beijinhos pessoal!

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